Você está preparado ?

E aí, quando é a hora de partir ? Hoje teremos a participação de 6 coleguinhas ( não são do Luciano Huck) que nos responderão algumas perguntinhas que devemos levar em consideração na hora de morar fora, seja por opção (Ryyyyycos), seja por estudos – Intercâmbios. Alguns desses fofinhos foram e ficaram, outros foram e voltaram. Uns passaram um mês, outros, semanas, mas o que vale é a experiência de morar fora do país sem seus pais, suas babás, seus cachorros e sem os amigos.
Teremos participando conosco a Jéssika Martins, Thaís Dana, Sabrina Araújo, Rafaela Tostes, Fábio Cardoso e Pedro de Aragão. Eles foram super atenciosos, uns ainda moram fora e outros voltaram. Desde já super agradeço, vocês foram muito gentis em responder 🙂

Não postei todas as respostas de todos, pois iria ficar um post gigantesco e ninguém iria ler (convenhamos). Vou postar as mais diferentes.
As perguntas foram estas:

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01) Qual o critério para escolha do país ?

Thaís – O critério de escolha do país varia muito de acordo com o objetivo do intercâmbio. Para aprender idiomas, o critério pode ser um lugar que você sempre quis conhecer ou um que tenha mais opções de lazer. Quando o objetivo é fazer um curso complementar à faculdade, a tendência é o lugar ficar em segundo plano e o ponto mais importante ser a qualidade do curso, mas ainda é essencial pesquisar sobre a cidade para saber se vai ser agradável morar nesse local, mesmo estando longe da família e amigos

Jessika – Estou morando em Portugal mas já morei em Londres , meus critérios de escolha foram atípicos, pois meus pais vieram morar na Europa e eu os segui, mas penso que se alguém pretende morar fora precisa ter critérios como cultura e língua. Morar num país que você não sabe a língua não é nada fácil, pois você passa a depender das pessoas . Viajar é muito diferente, mas morar exige isso de nós porque no dia a dia a linguagem é fundamental .

Pedro – Os intercâmbios que fiz, até hoje, foram para melhorar minha fluência nos respectivos países. Os países que escolhi, Inglaterra e Espanha, se devem ao fato de serem as origens do inglês e espanhol, por isso não escolhi Estados Unidos ou Argentina. Procurava as línguas mais puras em teoria.


02) Morar no exterior vale a pena ?

Sabrina – Vale, com certeza. Quando você vive acaba tendo que se acostumar com aquela cultura e costume. Se é apenas uma visita você observa e aprende, mas morando você precisa se adaptar. Se adaptar a algo novo é muito enriquecedor porque se quebra pré-conceitos e se aprende muito.

Fábio – 
Vale a pena se há um objetivo. Eu morei fora com o objetivo de aperfeiçoar o meu inglês e espanhol e isso me ajudou muito no mercado de trabalho no Brasil.

Thaís – Sim! Vale muito a pena! Quando se está fazendo intercâmbio, é inevitável conhecer pessoas de todos os lugares do mundo e você passa a saber mais sobre outras culturas e ainda se desfaz de muitos preconceitos e estereótipos. O fato de se virar sozinho em um país diferente, em que as pessoas talvez falem um outro idioma e de estar longe dos amigos e família são essenciais para um rápido amadurecimento. A maioria das pessoas que faz intercâmbio sente falta quando volta para casa, pois é uma experiência maravilhosa!

Rafaela – 
Vale. Acho que em qualquer país já vale pela experiência de morar fora e conhecer outra cultura. No meu caso por exemplo eu tive a oportunidade de conhecer um lugar que eu jamais teria ido a lazer.

03) O que te motivou a morar fora ?

Pedro – O que me motivou foram justamente as razões de terem valido muito a pena essas experiencias, alem de ter melhorado minha fluência.

Rafaela – Meu pai foi chamado pela empresa que trabalhava para fazer um trabalho no México por um período de 2 anos e eu, minha mãe e meu irmão fomos juntos.

Thaís – Eu fiz 3 intercâmbios de curta duração até hoje. No primeiro, eu passei 1 mês na Austrália com um grupo de brasileiros, estudando inglês. Eu fui com uma amiga, então foi mais para passar as férias de Janeiro mesmo. No segundo, eu passei 3 semanas estudando espanhol em Madrid e eu fui com a minha cunhada que precisava aprender espanhol as pressas. No terceiro, como eu gostei muito da casa de família que fiquei antes, passei mais 4 semanas em Madrid, mas desta vez eu fui sozinha para passar as férias também. Como eu amei minhas experiências anteriores, pretendo fazer 6 meses de extensão da faculdade nos EUA, mas agora meu objetivo vai além de simplesmente passar as ferias fora, eu quero amadurecer, aprender a me virar sozinha, conhecer pessoas do mundo todo, visitar amigos que eu fiz nas viagens anteriores, melhorar meu inglês e, acima de tudo, aperfeiçoar o que eu aprendi na faculdade e em inglês.


04) O que mais aprendeu ?

Sabrina – Ter responsabilidade e respeito. A responsabilidade é porque você sabe que está sozinho, logo precisa cuidar de tudo; resolver problemas. Já o respeito é aquilo de pensar duas vezes antes de falar para não ofender ninguém. Outro ponto é aprender a valorizar mais seus amigos e família; você percebe o quando eles são importantes.

Fábio – Uma das coisas mais surpreendentes que aprendi estando fora do Brasil foi amar mais o meu próprio país. Temos problemas sim no nosso país mas quando estamos fora, passamos a valorizar muitas coisas que antes não nos chamavam tanto a atenção.

Rafaela – Como na época que fui morar no México já tinha concluído o ensino médio e ía começar a faculdade no Brasil quando voltasse, resolvi ocupar meu tempo estudando espanhol, francês e inglês. 
Além desse tipo de aprendizagem, fiz amizade com mexicanos e outros estrangeiros o que meu oportunidade de conhecer um outro tipo de mentalidade.
E acho que de mais importante que levei para minha vida foi der não ter preconceitos. Quando soube que iria morar no México só conseguia pensar naquela imagem que temos da Cidade do México de caos, poluição, muita gente e achei que seria um dos piores lugares para morar, e para minha surpresa eu me encantei com o lugar, as pessoas e percebi que todo o meu preconceito não tinha fundamento. Hoje em dia amo o México e tenho muita vontade de voltar a morar lá.

05) Quais os prós e contras em sair do país ?

Jéssika – Prós: experiência profissional. Nos países da Europa oferecem cursos altamente qualificados, reconhecimento profissional, a qualidade de vida é bem melhor e você poder comprar produtos bons e mais baratos.
Contras: Adaptar-se aos novos costumes, grandes chances de ter dificuldade em socializar-se no novo país, saudade de casa e, claro, o clima frio geralmente nos faz ganhar uns quilinhos.

Sabrina – O positivo é o crescimento pessoal. Você se torna mais adulto, responsável, independente. O negativo é a saudade que sente de casa, da família e dos amigos, principalmente quando se passa por algum perrengue.

Fábio – Posso falar dos prós e contras que experimentei. Os prós foram aperfeiçoar a língua estrangeira, conhecer gente nova, comprar produtos que não vedem no Brasil, passear. Os contras foram sofrer preconceito por ser sul-americano (é claro que isso depende do lugar que você vai) e ficar longe de algumas pessoas daqui do Brasil.

Pedro – Realmente não existe um lado negativo de sair do país para viver em outro. Mesmo que tenha um pouco de dificuldade para se adaptar a comida ou para me acostumar com um clima mais frio, são coisas que pesam pouco quando eu fiz um balanço geral dessas minhas experiências. Conhecer novas pessoas é a melhor parte, fazer amigos e  também uma ótima maneira de praticar o idioma. Pode-se perceber que não importa de que país seja, os jovens são todos iguais, com os mesmos gosto para musicas, livros; somos muito parecidos, mas ao mesmo tempo, cada um tem a sua diferença para passar experiência diferente para o outro. 

06) Dica para quem quer morar fora.
Sabrina – Primeira dica é vá. Não tenha medo. E pesquise muito antes de ir para evitar imprevistos. Deixe sempre um contato seguro para sua família. O resto, onde quer que esteja você se vira!

Jéssika – Planejamento financeiro e da documentação é essencial. Há pessoas que vêm morar na Europa achando que vai viver um sonho, pensando que é só pegar o avião e vir sem planejar bem a quantidade de dinheiro que irá gastar. Outra dica é pesquisar bem o imóvel onde irá morar para que chegando não se depare com surpresas indesejáveis, pois o aluguel é caro e é difícil encontrar apartamentos modernos ou novinhos.

Pedro – Uma dica que dou a qualquer brasileiro que queira fazer um intercâmbio: ir sozinho, pois ir com um amigo fará com que você não pratique o idioma e você acaba não saindo da sua zona de conforto. Falo por experiência no meu primeiro intercâmbio e por observar outros brasileiros que encontrei que foram em grupo. Há muito tempo para falar com brasileiros quando voltar.

Thaís – Planejar tudo o que se quer fazer no local, o que fazer nos arredores, já sair do Brasil com o pacote de estudos e acomodação fechados, ter um controle financeiro enquanto estiver lá (é bom fazer a conta de cada centavo que se gasta todos os dias para não passar necessidade) e o resto é só se deixar levar pela experiência!

Fábio – Procure levar dinheiro para deixar de reserva pois nunca se sabe se tudo vai ocorrer do jeito que foi planejado. Quando eu fui para o exterior, eu tinha um emprego e uma data para começar a trabalhar. A empresa que me contratou teve um problema e não iniciou suas atividades na data prevista, ou seja, o dinheiro que eu achei que iria receber naquela semana só começou a vir 3 semanas depois. Se eu não tivesse dinheiro guardado, eu não sei o que poderia ter acontecido.

Rafaela – Primeiro, se a pessoa tem oportunidade de escolher o país, pesquise bastante sobre ele e a forma que as pessoas vivem. Segundo, vá de cabeça aberta e sem preconceitos sobre o lugar, ele pode acabar te surpreendendo. E terceiro, aproveite bastante, não fique pensando na sua casa no Brasil ou nos seus amigos/parentes, essa pode ser uma oportunidade única de morar fora e ter uma experiência maravilhosa.

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E aí pessoal o que vocês acharam das experiências dos nossos coleguinhas ? Eu super curti, aprendi pra caramba. Agora pra você que está à beira de um colapso implorando para que seus pais vendam seus corpos para traficantes na Turquia para que você vá ser feliz com seu bilhete único no estrangeiro, vai uma dica: para de palhaçada e, como diria Paulo Gustavo: “deixa de ser ridículo”, quando der você vai, acredite nisso pequena criatura 🙂 Agora se está tão necessitado de ver o sol nos EUA ou Europa lá no Infojobs tem vaga de emprego aí você sabe né, vai que 

Fico por aqui e agradeço, de novo, a galera que participou e sanou nossas dúvidas.

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                                                                                                 Beijos Dignos,
                                                                                                              
                                                                                                                 B.
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